Os segredos da emoliência perfeita na limpeza de pele

A emoliência pode facilitar ou dificultar toda a sua limpeza de pele. Quando você entende que cada pele responde de um jeito, a extração fica mais previsível, confortável e muito menos dependente de força.
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Se você trabalha com limpeza de pele, provavelmente já passou por uma extração mais difícil do que esperava.
Você prepara a pele, aplica o emoliente, espera o tempo indicado e, mesmo assim, os comedões continuam difíceis de sair. A cliente sente desconforto, a pele fica marcada e você termina o atendimento pensando no que poderia ter feito diferente.
Eu já passei muito por isso.
Durante muito tempo, achei que o problema estava no emoliente. Então comecei a testar outros produtos, comprar fórmulas diferentes e procurar alguma opção que facilitasse de vez a extração.
Só que, na prática, eu gastava cada vez mais dinheiro e continuava com as mesmas dificuldades. Mesmo os melhores emolientes, com as melhores promessas, em algumas peles simplesmente não funcionavam como eu esperava.
Foi aí que comecei a estudar e procurar entender melhor os emolientes disponíveis no mercado. Percebi que um mesmo produto não funciona da mesma forma em todas as peles. Assim como as outras etapas da limpeza de pele precisam de personalização, cada pele pode precisar de um sabonete específico, de um tônico específico, de um sérum ou de uma máscara diferente. Então, por que com a emoliência seria diferente?
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A emoliência precisa ser personalizada
Nem toda pele responde da mesma forma ao mesmo emoliente. Uma pele mais espessa, oleosa e com muitos comedões pode precisar de uma estratégia diferente de uma pele sensibilizada, desidratada ou madura.
Por isso, a emoliência precisa acompanhar aquilo que você encontra na avaliação. O produto pode mudar, o tempo de ação pode mudar e os recursos associados também podem ser diferentes de uma pele para outra.
Quando você começa a observar isso, a extração deixa de depender tanto de força e sorte e passa a depender muito mais da preparação que foi feita antes.
Trietanolamina não é para todo mundo
A trietanolamina é um dos ativos mais conhecidos quando falamos de emoliência e, por isso, aparece com frequência em cursos e protocolos.
Ela pode funcionar muito bem em determinados casos, mas isso não significa que seja a melhor escolha para todas as peles.
Quando a profissional usa sempre o mesmo tipo de emoliente, sem considerar o estado cutâneo da cliente, pode acabar tendo uma extração mais difícil, mais desconforto, vermelhidão excessiva ou até descamação nos dias seguintes.
O ponto aqui não é demonizar a trietanolamina. É entender que ela é uma ferramenta dentro de várias possibilidades.
Quanto mais você conhece os ativos e entende como cada um se comporta, mais fácil fica escolher de acordo com a pele que está na sua frente.
A hidratação da pele interfere na emoliência
Outro ponto que faz bastante diferença é o estado de hidratação da pele.
Uma pele desidratada tende a responder de forma diferente durante a preparação para a extração. A camada córnea pode estar mais rígida e isso pode dificultar a saída dos comedões, mesmo quando você está usando um bom emoliente.
Por isso, em alguns atendimentos, vale olhar para a preparação da pele antes mesmo de pensar em aumentar o tempo do emoliente ou trocar de produto.
Loções hidratantes, compressas e outros recursos podem ajudar bastante quando utilizados de acordo com a necessidade daquela pele.
Às vezes, a profissional acha que o emoliente “não funcionou”, quando o problema começou antes.
Desengordurar não é a mesma coisa que amolecer
Também é comum confundir o amolecimento da gordura e do sebo com a emoliência da pele.
Os produtos à base de agentes alcalinos, como trietanolamina, AMP e carbonato de sódio, têm ação saponificante e desengordurante. Mas isso não significa que deixem a pele macia e molificada.
Você pode, de fato, ter uma ação de amolecimento da gordura e, ao mesmo tempo, deixar a pele rígida, difícil de trabalhar e, no final, até ressecada e descamando. Isso acontece por causa do pH muito alcalino de alguns produtos emolientes, que pode agredir bastante a barreira da pele.
Emoliência, em essência, é amolecer e hidratar a pele para deixá-la mais elástica, confortável e fácil de trabalhar, sem necessariamente agir sobre a gordura.
Entender essa diferença ajuda a evitar que a pele da sua paciente fique sensibilizada ou descamando e também pode tornar a extração muito mais efetiva.
O estado da pele muda a escolha
Além do tipo de pele, gosto de observar muito o estado em que ela está naquele dia. Uma mesma cliente pode apresentar condições diferentes ao longo do tempo.
Ela pode chegar mais sensibilizada, mais desidratada, com maior inflamação, com a pele mais espessa ou até usando produtos em casa que mudaram bastante a resposta cutânea.
Por isso, a avaliação precisa entrar antes da escolha do emoliente.
Peles sensibilizadas, acneicas, maduras ou mais espessas não deveriam receber exatamente a mesma abordagem.
Quanto mais você aprende a observar essas diferenças, mais fácil fica ajustar a técnica sem precisar seguir uma receita pronta.
Não existe milagre em um único produto
Essa foi uma das coisas que mais demorei para entender. Por muito tempo, eu procurava o “melhor emoliente”. Achava que, quando encontrasse o produto certo, minhas extrações ficariam fáceis em qualquer pele. No fim, só perdi dinheiro à toa testando vários produtos.
Hoje eu vejo de outra forma.
Existem bons emolientes, claro. Alguns são mais confortáveis, outros funcionam melhor em determinados estados cutâneos e outros se encaixam melhor em uma proposta específica.
Em peles de difícil extração, muitas vezes será necessário associar outros recursos, mudar a preparação da pele e adaptar a técnica de acordo com o que você encontra durante o atendimento.
Quando você entende isso, para de esperar que um único produto resolva tudo e começa a pensar na emoliência de acordo com a necessidade de cada cliente.
Emoliência Perfeita
Depois de testar muitos produtos, estudar diferentes ativos e observar o comportamento de várias peles durante os atendimentos, fui organizando aquilo que realmente fazia diferença na prática.
Foi daí que nasceu o Curso Emoliência Perfeita.
O objetivo do material é ajudar a profissional a entender a emoliência de forma mais profunda, sem ficar presa apenas a um produto ou a uma única receita.
Você aprende a olhar para os principais ativos, entender como eles funcionam, avaliar melhor o estado da pele e adaptar a preparação de acordo com cada situação.
Também mostro combinações e estratégias que podem ajudar em peles mais difíceis, além de indicar opções de emolientes que podem ser interessantes dentro de diferentes propostas.
Quando você entende isso, a emoliência deixa de ser apenas aquela etapa em que você aplica um produto e espera alguns minutos.
Ela passa a fazer parte do raciocínio do atendimento.
E é justamente isso que pode tornar sua limpeza de pele mais confortável, mais segura e muito mais personalizada.
Se você quer se aprofundar nessa etapa e aprender a escolher melhor seus emolientes e estratégias de preparação da pele, conheça o curso Emoliência Perfeita do Estética Club Academy.
Esteticista, Cosmetóloga e Escritora. Graduada e Técnica na área da estética com capacitação em saúde pela FMUSP (Faculdade de Medicina da USP). Autora de mais de 30 títulos voltados ao aprimoramento profissional e fundadora do Estética Club Academy, onde atua como Mentora de especialistas que buscam a elite técnica e estratégica do mercado.


